quinta-feira, 23 de abril de 2009

Michele nascera com a marca de uma gravatinha branca no seu belo pelo negro e sedoso.
Foi uma cadela mimada, feliz e acarinhada por todos, e muito amada pelo seu verdadeiro dono que a trouxe com mês e meio para a nossa companhia.
Era travessa e cedo descobriu como empurrar portas e saltar para os sófas, olhando com
ostentanção as suas proezas e brincadeiras. Anos passaram e quando o dono se casou eu como mãe tirana nem dei oportunidade de ela se ir embora pois achava que tinha esse direito. Dia a dia verificava que eu estava mais dependente dela, pois a alegria e a ternura que ela me dedicava era maravilhosa.
Apanhei outro canito abandonado e ela aceitou-o, mas tinha uma aitude "faço-as-coisas-à-minha-maneira", mas nunca deixou de ser terna.
Enfim foram anos e anos de coisas boas e más, pois sempre deu alguns problemas de saúde, mas já no final ainda mantinha aquela sua expressão meiga que tivera sempre que olhava para o rosto de alguém,,,,como pensando que a amizade é o único cimento que alguma vez conseguirá manter o mumdo unido.

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