Penso que sonho.
Se é dia a luz não chega para iluminar o caminho pedregoso;
Se é noite as estrelas derramam uma claridade desabitual.
Caminho e tudo pareçe morto; o tempo e a minha própria vida também se cansou já
desta longa caminhada e quer morrer também.
Esqueci ou quero esquecer a tua fisionomia tão familiar, as paisagens e apenas vejo um longo deserto, onde as silhuetas dos cactos carnudos e torcidos fazem realçar mais as pedras
bicudas da estrada.
Chove? Qualquer coisa como isso. E caminhando sempre, há em meu redor a terra cheia de silêncio.
Será da própria vida e da condição das coisas serem assim silênciosas?
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