O silêncio do templo mistura-se com o silêncio da prece
que assim rezada de fé e ardor misturada, leva como um hino,
cantado . Havia as velas, o altar e um crucifixo atentos, e uma mulher soluçando
seus lamentos.
Murmúrios tristes e palavras ditas, um pouco loucas, contam mil desditas........
Eu pecadora, oh Deus que estais no Céu ouvi e ajudai esta pobre ré.
O sino triste bate, bate novamente, a mulher escuta e grita fortemente:
Cala-te sino! Porque cantas? estou só e a tua voz pungente me atordoa e
faz parar a minha mente....
O som do sino ecoa com mais força.... e a mulher grita:
És o stã matando-me a alma?
És lúcifer tirando-me a calma?
Roubas a fé...cala-te, cala-te pois a minha vida finda.....
Cai no chão, soluça e a sua mente, já não tão ardente finda aos pouquinhos.
Bem junto a si, o som do sino latente
vê chegar a morte que a leva lentamente....
e o sino cessa sem tocar contente.
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